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Bruno Peter
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
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Ela olhava-se ao espelho e não dizia: eu sou, dizia: isto é. Ela, que preferiu morrer. Sempre a mesma coisa. Sim, sempre a mesma coisa, sem que no entanto se possa dizer o quê.
Do you hear the words I mumble Do you care if I should stumble Do you curse the day I met you Because I left you But I won’t forget you Could it be that I have faltered I remember why I altered I left you for another man And he doesn’t deserve me I know this inside But he holds my heart Between light and the dark And I, I wish it was you Yes I, I wish it was you Oh I
When I think of how you held me
Like I was the one and only
I wish that I could love you
Like I ought to
Like I wanted to
I could have stayed in sweeter days
I felt the sun had just begun
But I left you for another man
And he doesn’t deserve me
I know this inside
But he Keeps my heart
Between light and the dark
And I, I wish it was you
Yes I, I wish it was you
Oh I
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Bruno Peter
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
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Amanhã, que chegue o mais rápido possível... Vai saber tão bem, passar os portões da "Xulofona", entrar no carro e por aquela musica que tanto gosto a caminho de casa, para um belo fim de semana com os amigos, sem fazer a ponta dum... Damn, já não sinto aquele alívio de não fazer nenhum, a "buéda tempo"! Mas por enquanto vou a "babar-me", amanhã para a fac, sedento de dias de descanso! Esta quase, e já faltam menos de 24 horas!
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
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Estavam apaixonados um pelo outro. Não Sabiam quando isso lhes tinha acontecido, ou como ou porquê. Ou sabiam ambos que isso lhes tinha acontecido, desde o primeiro instante em que tinham sabido um do outro, ou mesmo um pouco antes, que era fatal, que mais nada tinha qualquer sentido. Que no principio e no fim, de qualquer hora, de qualquer trajecto, argumento, sonho ou pesadelo se encontravam um ao outro, voltavam a estar eles, só eles. Por isso ficavam horas agarrados aos telefone, febris, sussurrando, mudando o auscultador de um ouvido para o outro, como se fosse à própria alma que agarrassem.
Sentia-se apaixonado como pela primeira vez. Diante da face dela, o mundo inteiro parecia-lhe supérfluo...
Não conseguia deixar de a olhar, e quando não estava na sua presença de a imaginar na sua presença. A face dela permitia que o tempo avançasse, se fosse abrindo à sua presença. Sem ela corria o perigo de as coisas todas estacarem, o mar secar e o céu cair. A beleza dela fazia-lhe acreditar que a vida humana merecia a pena ser vivida, todo o sofrimento desde logo justificado.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
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O teu corpo já não é o teu corpo de menina. Quando estava furioso dizia-to, que seria essa a vingança. Talvez só a tua voz permaneça a mesma. Eu quis-te com uma violência que desconhecia. Tu levaste-me para paragens inóspitas, repletas de perigos. Por ti senti pavor. Por ti senti raiva. Por ti senti desespero. Entre nós havia sempre uma impossibilidade, um vazio. Tu eras em tudo um bicho indomável. Nunca te oferecias. Era preciso ir buscar-te aos lugares mais secretos e depois do prazer batias-me com violência no peito. Estou a ver-te, desastrada, a jogar à bola na praia junto ao mar que te louvava. Estou a sentir a tua pele muito quente por debaixo do vestido tecido de linho, o meu favorito. Estou a olhar para os teus jeans colados às tuas esguias pernas que fechavas e abrias ouvindo aventuras que adoravas. Tive de inventar a fotografia para te capturar em imagens interditas. Para que fosses por fim minha. Tenho de ir já tomar um ansiolítico. A tua ausência, pelos vistos, ainda me sufoca.
Podiam chover bombas lá fora. O céu podia mudar de cor, cair de repente. O mar, tornar-se venenoso. o que eles queriam era as palavras um do outro. As palavras e os suspiros e os ruídos, e tudo o mais que um corpo amado produz sobre esta terra, debaixo deste céu.
Aprender a inocência quando julgamos nada mais ter a descobrir. Descer bem mais fundo quando pensavamos já lá ter estado e voltado para contar. Chorar bem mais forte quando as lágrimas que já vertemos nos pareceram um oceano. Sentir os arrepios mais frios quando a vida já nos tinha colocado um cobertor por cima. Voltar ao zero quando já estavamos bem perto do fim. Reformular o conceito de amor, quando a definição que tínhamos nos era perfeitamente suficiente. Sermos capazes de gritar depois de termos aprendido que a falar lá chegariamos. Pedirmos para recomeçar depois de envergonhadamente ficarmos a saber que nada fizemos. Lamentarmos que o centro do mundo tenha sido mal calculado.
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domingo, 9 de janeiro de 2011
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Há demasiado tempo que esta troca de corpos silenciou as palavras que diziamos. Não há um sim ou um não que não consigamos traduzir por um toque, uma investida. Não há uma única ideia para o mundo para a qual não tenhamos resposta num abraço, numa mão que explora, num beijo demorado
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sábado, 8 de janeiro de 2011
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Quanto tempo dura o prazer de não haver prazer?
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
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As pessoas realmente frívolas são as que só amam uma vez na vida. O que elas chamam lealdade ou fidelidade, chamo eu letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade representa na vida emocional o mesmo que a coerência na vida do intelecto, apenas uma confissão de impotência. A fidelidade! Tenho de a analisar um destes dias. Está intimamente associada à paixão da propriedade. Há muitas coisas que atiraríamos fora se não receássemos que outros as apanhassem
If I ruled the world,
Every day would be the first day of spring.
Every heart would have a new song to sing,
and we'd sing of the joy every morning would bring.
If I ruled the world,
Every man would be as free as a bird.
Every voice would be a voice to be heard,
take my word we would treasure each day that occurred.
My world would be a beautiful place
Where we would weave such wonderful dreams.
My world would wear a smile on its face,
like the man and the moon has, when the moon beams.
(piano solo)
If i ruled the world,
Every man would see the world was his friend. Yeah
There'd be happiness that no man could end,
no my friend, not if i ruled the world.
Every hand would be held up high,
There'd be sunshine in everyones sky.
If the day ever dawned,
will i rule the world.
Every hand would be held up high,
Every star would shine in everyones sky.
If the day ever dawned,
will i rule the world.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
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- Ainda não foi desta que encontraste o que procuras? - Não, não foi desta. - Mas estavas tão perto. - Quando chegamos perto podemos ver melhor as imperfeições. - Mas existe o perfeito? - Penso que não. - Então, para que o procuras? - Se não o fizer não encontrarei a melhor das imperfeições. - O que falhou desta vez? - O que falhara antes.
And you ask me what I want this year And I try to make this kind and clear Just a chance that maybe we'll find better days Cuz I don't need boxes wrapped in strings And desire and love and empty things Just a chance that maybe we'll find better days So take these words And sing out loud Cuz everyone is forgiven now Cuz tonight's the night the world begins again And it's someplace simple where we could live And something only you can give And thats faith and trust and peace while we're alive And the one poor child that saved this world And there's 10 million more who probably could If we all just stopped and said a prayer for them So take these words And sing out loud Cuz everyone is forgiven now Cuz tonight's the night the world begins again I wish everyone was loved tonight And somehow stop this endless fight Just a chance that maybe we'll find better days So take these words And sing out loud Cuz everyone is forgiven now Cuz tonight's the night the world begins again Cuz tonight's the night the world begins again
Ficaremos por aqui porque daqui nunca saímos a não ser para dar o primeiro passo. Nunca fomos além porque o além não chegaria e iríamos querer mais, sempre mais. Demos o primeiro passo numa queda anunciada que, de novo, tentámos ignorar. Tivemos as nuvens mas quisemos tocar as estrelas, acabamos com as mão escondidas na terra sem que nunca tivessemos provado esse pedaço de céu que estava ali, à distância de um toque. Resta agora a imaginação. Resta a memória de um único passo e a saudade de termos estado perto, muito perto, de conhecermos mais, muito mais.
Sim, eu sei, por vezes precisamos de ser normais, precisamos do que todos precisam, precisamos de esquecer que nunca seremos normais, que nunca chegará o que têm os comuns dos mortais. O que escolherias? A dor ou o nada? O que querias, o possível ou o impossível. Por vezes precisamos de ser normais. Por vezes precisamos de tornar o abraço, eterno; o amor, permanente; o sonho, realidade; a diferença, despercebida. Há dias em que acordamos e não queremos esta vida feita de valetas e de tronos, deste bater do coração que não nos deixa descansar, desta procura incessante que nos faz encontrar e perder. Por vezes gostaríamos de ser como os outros, que não o são mas acreditam se-lo, como os outros que nunca sonharam que é possível ser outra coisa.
Indecisão. Necessidade absoluta de decidir. Escolher. Seguir por um dos caminhos. Agir. Acções demasiado dolorosas para a quem basta deixar-se levar pelo rio, sabendo de antemão onde acabará. Projectar cenários. Antever o futuro. Justificar gestos. Argumentar. Obrigações insuportáveis para quem há muito decidiu simplesmente existir. Corresponder a olhares. Disfarçar o desinteresse. Completar metades. Representações inverosímeis de quem apenas entrou na peça por obrigação, sob a promessa que nada mais seria do que um minúsculo "product placement", longe da tábua onde passeiam os protagonistas.
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Bruno Peter
domingo, 2 de janeiro de 2011
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Ano após ano, o balanço termina de forma semelhante: somos cada vez menos aquilo que queríamos ter sido, somos cada vez menos aquilo que uma vez sonhamos vir a ser. Ano após anos recomeçamos decididos. Ano após anos, vamos perdendo a força à medida que a cabeça vai chocando contra a parede chamada realidade. Anos após ano aumentam os livros que precisamos de ler e diminui o tempo que nos sobra para o fazer. Ano após ano chegamos à conclusão que as grandes músicas, os grandes quadros, os grandes bailados já foram feitos e que daqui para a frente o desafio faz-se mais da revisão da matéria dada do que da partida à descoberta. Ano após ano são menos os motivos que nos levam a subir as persianas.