Estavam apaixonados um pelo outro. Não Sabiam quando isso lhes tinha acontecido, ou como ou porquê. Ou sabiam ambos que isso lhes tinha acontecido, desde o primeiro instante em que tinham sabido um do outro, ou mesmo um pouco antes, que era fatal, que mais nada tinha qualquer sentido. Que no principio e no fim, de qualquer hora, de qualquer trajecto, argumento, sonho ou pesadelo se encontravam um ao outro, voltavam a estar eles, só eles. Por isso ficavam horas agarrados aos telefone, febris, sussurrando, mudando o auscultador de um ouvido para o outro, como se fosse à própria alma que agarrassem.




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