Hoje escrevo umas pequenas linhas para vocês, amigos e amigas!
Ainda ontem, éramos os seres mais humildes da nossa serra, os menos preconceituosos, os mais simples, os que num quarto de uma simples casa conseguíamos fazer as melhores festas de sempre, os jogos de mesa mais interessantes, os melhores convívios, - que ainda hoje quando relembrados por um de nós, arranca alguns sorrisos discretos, - os mais amigos a cima de tudo, - sim, porque até isso já não conseguimos ser - enfim, fomos perdendo isso minha gente. Agora somos como pedra, na presença uns dos outros. Eu vejo, tudo isto, e o mais absurdo é que não consigo agir... Não posso obrigar ninguém a mudar, nem mesmo a ser aquilo que não se quer... Assim como eu já o fiz, parei, pensei em nós como um grupo e cheguei a esta conclusão: estamos literalmente a seguir por caminhos opostos, cada um por sí! Um dia também irei provavelmente deixar de seguir este caminho por onde andava-mos todos de mãos dadas... O pior disto tudo é que o meu grande defeito é ser imensamente sentimentalista, optimista, e acabo como sempre por ser aquele que acredita que não se deva fechar a porta, porque alguém pode mudar de ideias e querer voltar atrás! Até lá, vamos saindo devagarinho, de cabeça baixa, com discussões parvas, sem sentido, com criticas constantes, uns para os outros, palavras e pensamentos que ficaram por dizer! "Aqui somos todos culpados!" Espero que ao menos esta separação nos traga a todos melhores momentos, porque se não, "nada disto vale a pena..."