Há amores para sempre. Amores que não nos saem do peito mesmo depois de deixarem de ser amores. Amores que não são únicos. Amores a cores, a cheiros, a toques, a livros, palavras, poemas, prosas, filmes, peças, bailados, pessoas. Há poucos amores no meu peito, na minha memória, mas há demasiados amores eternos. E há um mais eterno do que os outros. Aquele que me fez ler a poesia mais luminosa, o único que sem dar por isso irradia azul celeste, que descreve a vida com tamanha felicidade mesmo quando de infelicidade se trata que quase obriga ao emocionado verter de lágrima. Há um amor desses eternos que gosta da vida e nos convence a gostar dela. Acho que até o mais soluçado choro intenso tem nele uma estranha luz de felicidade. Por isso é eterno. Por isso o sigo, por isso é nele que, por impulso, vou buscar um pouco de claridade. Há amores mais amores, amores que não o sendo, sempre o serão. Eu tenho alguns, .um. mais que os outros. 

0 comentários:

Enviar um comentário

Olhares

Followers